LUKÁCS E BENJAMIM: SOBRE O FIM DA NARRATIVA ÉPICA TRADICIONAL

GEORGE LUKÀCS E WALTER BENJAMIM:

A TEORIA DA NARRAÇÃO NA MODERNIDADE: SOBRE O FIM DA NARRTIVA ÉPICA TRADICIONAL

©Zakeu A. Zengo

À guisa de Introdução

Os pensadores críticos de esquerda sempre se destacaram pelo realismo com que procuram submeter criticamente a realidade e a cultura contemporâneas. Entre os vários autores que visitaram com propriedade e competência acadêmicas bastante notáveis estão sem dúvida os marxistas George Lukács e  Walter Benjamim. Com efeito, há nas obra desses dois pensadores um certo nexo comum que pode ser definido por meio de uma pergunta: qual é o papel e o estatuto  de um pensamento crítico na contemporaneidade, isto é, numa época reconhecia (por ambos) como marcada por aquilo que Max Weber chamou de “desencantamento do mundo”?

A época imediatamente anterior a esses pensadores foi dominada pelos estudiosos da chamada escola Lebensphilophie (Filosofia da Vida), com notável destaque de autores como Max Weber, George Simmel e os neo-kantianos tipicamente anti-positivistas. Estes, e de resto toda a escola de Heidelberg, procuraram afirmar que o conhecimento histórico era mais real do que o conhecimento epistêmico e que a hermenêutica da intuição era mais autêntica que a análise causal. As possibilidades teóricas abertas por esta atitude levaram à uma crítica da cultura, à uma reação contra os valores então encarnados pelo positivismo, e que eram familiares à jovens pensadores como Lukàcs e Benjamim.

Este trabalho constitui uma tentativa de instaurar uma leitura compreensiva da crítica dos valores tradicionais, feita por Lukács e Benjamim no campo da estética, mormente sobre as novas teorias da narração contemporânea face à tese do fim da narrativa épica tradicional.

No tempo de seus estudos em Heidelberg, Lukáscs se deixara influenciar por Dilthey, Husserl, Gergson, Dostoyevski e, principalmente, pelo movimento simbolista. [1] Em razão disso, os temas que se tornaram predominantes na sua obra jovem eram tipicamente aqueles subjacentes ao fluxo espiritual no qual a filosofia européia começava a navegar. [2] Por isso mesmo a sua primeira obra estética alemã veio a ser A Alma e as Formas (1910), texto em que levantou, a partir de uma perspectiva kantiana, a questão da relação da vida humana com os valores absolutos. Nesta obra também traça as condições nas e através das quais, segundo entendia, a vida humana poderia ser autêntica.

 Entre A Alma e as Formas e sua segunda maior obra, A Teoria do Romance (1916), Lukács estudou profundamente a crítica de Kierkegaard ao pensamento de Hegel, a partir da qual formou a teoria que será fundamental à sua crítica da cultura tradicional, a da de que o tempo é um processo de “absoluta degradação”. No terreno da sua crítica estética, portanto, a obra de Hegel foi de importância fundamental para Lukács. [3]

Tanto Lukàcs quanto Benjamim representam uma alternativa crítica, que pode ser definida citando uma das obras estéticas até hoje mais importantes, a Teoria do Romance de Lukács:

Bem aventurados os tempos que podem ler no céu estrelado o mapa dos caminhos que lhes estão abertos e que têm de seguir! Bem aventurados os tempos cujos caminhos são iluminados pela luz das estrelas! Para eles tudo é novo e todavia familiar; tudo significa aventura e todavia tudo lhes pertence. O mundo é vasto e contudo, nele se encontram à vontade, porque o fogo que arde na sua alma é da mesma natureza que as estrelas. O mundo e o eu, a luz e o fogo distinguem-se porque o fogo é a alma de toda a luz e todo o fogo se veste de luz. Assim não há um único ato da alma que não adquira plena significação e não venha a finalizar nesta dualidade: perfeito no seu sentido e perfeito para os sentidos: perfeito porque o seu agir se destaca dela e porque, tornando autônomo, encontra o seu próprio sentido e o traça como que em círculo à sua volta. “Filosofia”, diz Novalis, “significa propriamente nostalgia, aspiração a estar em toda parte como em sua casa”. É por isso que a filosofia, enquanto forma de vida assim como enquanto determina a forma e o conteúdo da criação literária, é sempre o sintoma de uma laceração entre o interior e o exterior, significativa de uma diferença essencial entre o eu e o mundo, de uma não-adequação entre a alma e a ação. É a razão pela qual os tempos felizes não tem filosofia, ou – o que vem a dar no mesmo – todos os homens desses tempos são filósofos, detentores do objetivo utópico de qualquer filosofia. Porque qual pode ser a tarefa da verdadeira filosofia, senão levantar essa carta arquetípica” [4] .

Esta bela página da Teoria do Romance serve de introdução não só a própria teoria crítica do romance, mas também àquilo que a professora Jeanne-Marie Gagnebin, comentando essa obra, chamou de “tríplice perda”: a perda de um mundo unitário, harmônico, no qual o homem se reconhecia; a perda de uma temporalidade feliz que era, simultaneamente, a respiração da alma e o ritmo do cosmos; enfim, a perda de uma linguagem que sabia exprimir essa totalidade imediata [5] . Por outro lado, essa mesma perda marca o fim daquilo que o próprio Lukàcs chama de idade épica e que, na tradição hegeliana e marxiana, ele identificava com a Grécia clássica: ela inaugura o nascimento da filosofia, essa eterna nostalgia, e do romance, forma literária da busca incessante.

Lukàcs é aqui nitidamente hegeliano, como ele próprio assumiu no prefácio de 1962 à Teoria do Romance. Entretanto, é na ênfase concedida à categoria da totalidade que melhor nos revela as inconcessões de sua crítica. Esta totalidade não é mais aquela imediata da tradição de esquerda, representada por alguns pensadores (entre os quais ele próprio em suas obras anteriores como História e Consciência de Classe). Ela é tão-somente aquela que se permite vislumbrar pelo sujeito no momento histórico do seu desaparecimento, já que antes ele se encontra por demais imerso nela para poder reconhecê-la e exprimi-la na linguagem conceitual do espírito. Sobre isto a citada professora Jeanne-Marie considera da seguinte maneira a dissolução da primeira totalidade em Lukàcs: “a tomada de consciência do sujeito é um dilaceramento tão doloroso quanto necessário, assim como em Hegel. Como em Hegel também, esse processo dialético visa a uma outra totalidade, mais elaborada, mais mediatizada e, portanto, mais completa que a felicidade originária imediata” [6] . De fato no fim da Teoria do Romance Lukàcs aponta para uma possível gênese de uma nova totalidade épica em grandes obras de autores como Dostoyewski.

Essa possibilidade de uma totalidade mais verdadeira, por ser mais completa e imediatizada, isto é, mais universal, permite perceber um novo olhar estético que se manifesta a partir de certos princípios do idealismo. Isto corresponde não só ao pensamento do primeiro Lukàcs, mas também o Lukàcs marxista e materialista de História e Consciência de Classe. Neste novo olhar estético a totalidade assume formas diferentes, seja aquelas decorrentes da realidade em que a consciência do proletariado está na base, seja o olhar abrangente do narrador realista. Ela é sempre o fim a ser alcançado, pois ela é, para Lukàcs, a condição de possibilidade de um verdadeiro pensamento crítico e transformador da realidade.

É neste ponto que o pensamento de Lukàcs e de Walter Benjamim se interpenetram e convergem. Benjamim cita repetidamente a Teoria do Romance em sua obra, sobretudo no seu ensaio sobre o Narrador. Assim como Lukács, neste texto se torna evidente que Benjamim parte de um modelo historiográfico no qual um passado mais harmonioso e mais comunitário serve de paradigma perdido para um presente desencantado.

Mas à diferença do Lukàcs jovem, Benjamim não faz consistir esse passado à Grécia clássica, “mas uma época de produção artesanal pré-industrial e pré-capitalista”. [7] Trata-se, entretanto, de uma diferença que não consegue ofuscar as semelhanças. Embora o diagnóstico de Benjamim não siga o desenvolvimento dialético proposto por Lukàcs, ele insiste, assim como Lukács, no processo inelutável do fim da narrativa tradicional. Para ele, não aconteceu apenas o fim da totalidade harmoniosa do eros, mas também a totalidade dilacerada do romance são ameaçadas, sem possibilidade de retorno, pela dispersão da informação jornalística, e mais profundamente ainda pelo desaparecimento da experiência coletiva tradicional [8] .

As descrições desse processo em Benjamim chegam mesmo a ser, especialmente no ensaio O Narrador, cobertas de certa nostalgia. Mas elas apontam para o fim da narração tradicional, sem postular o seu necessário renascimento numa nova totalização mais elaborada e mais acabada como fez Lukács. Mas Benjamim é menos idealista que o Lukács tanto jovem quanto o Lukács maduro, pois ele se restringe a uma análise das mudanças históricas da transmissão cultural, deixando em aberto o rumo dessas mudanças. O estudioso da obra de Walter Benjamim, Irwing Wuhlfarth, afirma o seguinte num artigo sobre as teorias da narração contemporânea:

Ao continuar pensando a reflexão idealista do jovem Lukàcs como a queda inelutável do épico, Benjamim chega a resultados materialistas que fazem aparecer o materialismo posterior de Lukàcs como sendo idealista. Numa tal ótica, o “realismo crítico” de Lukàcs se manifesta como acrítico, pois épico em demasia. [9]  

Esta observação não constitui, entretanto, um diferente rumo na aproximação que aqui tento construir, e nem uma supressão forçada do nexo comum entre ambos os pensadores. A questão na qual vão desembocar as reflexões de Lukàcs e de Benjamim é uma questão muito ampla, e até certo ponto permanente quanto ao estudo que ainda exigem. Trata-se do estatuto epistemológico e teórico da narração, que não é só uma questão literária, mas uma problemática que diz respeito a cultura como um todo, ou seja, a nossa relação com o passado e, portanto, com o presente e com o futuro. Um dos aspetos mais intrigantes dessa problemática que envolve tanto o Lukàcs maduro quanto o Benjamim marxista, é aquilo que comumente se chama de fim das grandes narrativas entre os críticos clássicos (=la fin des grand récits), por exemplo J.F. Lyotard [10] e Paul Ricouer [11] .

Num artigo intitulado “Narrar ou Descrever?”, escrito em 1936, Lukács já aborda essa questão, e toma partido contra as teorias naturalistas e as “suas longas descrições, cansativas em sua vã erudição”, e em favor dos clássicos, realistas ou progressistas, “que não abdicam de um projeto global de compreensão humanista do mundo e o desenvolvem em suas narrativas” [12] . Lukàcs chega a uma conclusão importante para a nossa relação com o passado, em particular para nossa relação com a “herança cultural burguesa”: “a grande tradição realista e humanista burguesa deve ser resguardada; ela oferece um primeiro esboço, sem dúvida limitado por sua origem burguesa, mas um primeiro esboço de uma compreensão universal do processo histórico, compreensão que só poderá ser alcançada plenamente com a realização do socialismo” [13] . Desse modo, contra o mero descrever do naturalismo, Lukàcs reabilita a grande tradição narrativa clássica e realista.

Nas suas famosas teses Sobre o Conceito de História Benjamim igualmente combate o que chama de “positivismo pretensamente desinteressado”, com suas descrições cansativas, exaustivas e ditas objetivas sobre as tendências da ciência histórica que ele engloba sob o nome de historicismo. Usa contra o historicismo os mesmos argumentos que Lukàcs usa contra o naturalismo. Tanto Lukàcs quanto Benjamim criticam a pretensa neutralidade dessas escolas, a pretensa objetividade seja do historicismo, seja do naturalismo; ambos denunciam nessa objetividade uma certa passividade, uma certa aceitação do existente, isto é, das relações de dominação vigentes e, portanto, uma falta de posicionamento crítico, uma acomodação profundamente reacionária sob a máscara da neutralidade científica [14] .

Nessa tarefa comum, Lukàcs recorre ao modelo humanista da grande narração realista, e Benjamim questiona “a falsa epicidade” não só do historicismo, mas também, mais radicalmente, da tradição cultural enquanto seqüência de narrativas contínuas e ininterruptas. Sob essa continuidade, Benjamim detecta não só a continuidade da opressão, mas também a estrutura de uma construção historiográfica que tem por alvo manter essa opressão; em particular, não deixar emergir no discurso da história os momentos que poderiam interrompê-lo, implodí-lo, esfacelá-lo, as rupturas que poderiam indicar a possibilidade de outras histórias nesta única história niveladora dos dominantes.

Não se trata, entretanto, de opor à história dominante uma outra narrativa épica e universal, mesmo que cheia de boas intenções socialistas. Trata-se muito mais, como se disse de Lukàcs pela professora Jeanne-Marie, da Unicamp, “interromper a continuidade épica do discurso historiográfico, de denunciar a ilusão de universalidade dessa narrativa totalizante e mesmo de questionar essa pretensão à universalidade de nossos discursos” [15] .

Cabe agora uma importante questão: qual é a solução proposta por Benjamim, em particular as soluções historiográficas e lietrárias, se não nos podemos mais amparar nas belas edificações narrativas que herdamos da tradição?

Parece que Benjamim não oferece, ao menos nos textos que considerei, solução nem satisfatória e nem definitiva. A atual modernidade, confusa no que oferece de perspetivas do real, vista à luz do senso estético ou histórico, pode levar a caminhos e descaminhos, mas nunca a clarificações e posições acabadas. A grande amplitude da reflexão de críticos como Lukács e Benjamim em relação as vanguardas de suas épocas, provém desse sentimento de insuficiência a respeito das soluções da tradição clássica: são soluções históricas que não podem servir de paradigmas definitivos para o que muito apropriadamente podemos chamar de “desorientação atual”. Outras soluções históricas devem ser procuradas e experimentadas sem que se garanta de antemão o seu sucesso.

Neste ponto Benjamim está mais perto de Brecht que de Lukàcs. Brecht, ao criticar justamente a concepção do realismo lukacsiano, exige uma outra atitude estético-política conforme à famosa fórmula brechteana citada por Jeanne-Marie: “Es wird nicht angeknüpft an das gute Alte, sonder an das schlechte Neue” [16] , ou seja, que não se vincula ao bom velho, mas sim ao mau novo.

Enfim, a conclusão necessária é singela quanto esta leitura dada. Lukács e Benjamim são duas críticas estéticas que levantaram problemas similares e apontaram para soluções nem tanto similares. Mas é evidente que contra o fracasso da velha tradição naturalista e positivista, eles vislumbram a narração que deve confundir-se com o real que se instauram histórica realmente, a partir das determinações da existência. Para chegar a uma solução algo satisfatória, Benjamim procurou reabilitar a alegoria. Lukács reconheceu a mesma concepção, embora tenha discutido e descordado da doutrina da alegoria de Benjamim, ressaltando nela o que ela chama de “certa acuidade”. Nos seus ensaios sobre Baudelaire, e sobretudo no livro sobre o drama barroco, Benjamim reabilita com otimismo essa figura retórica. Entretanto não assume que ela, a alegoria, seja a única forma válida da estética moderna. Em outras palavras, a reabilitação benjaminiana da alegoria não acarreta nem a condenação geral do símbolo nem a exclusividade da interpretação alegórica, mas sim o reconhecimento crítico da historicidade dessas duas formas, em particular das concepções históricas de temporalidade e subjetividade que exprimem.

Desse modo, alegoria não remete a incapacidade de um poeta em criar símbolos luminosos e vislumbrar um sentido universal, como suspeitava o próprio Lukàcs e, até certo ponto, a estética clássica de pensadores como Goethe. Remete, isso sim, à percepção aguda, na idade barroca, da distância cada vez maior entre o mundo profano e o mundo sagrado, e, igualmente, ao profundo sentimento de desvalorização do sujeito humano e dos objetos de seu agir que daí decorrem. Desvalorização que a transformação de todas as coisas em mercadoria no capitalismo devia levar a seu ápice, como Benjamim concluiu da leitura dos poemas de Boudelaire.

Esse processo de desvalorização atinge não só os abjetos do agir e do saber humanos, mas também o próprio sujeito humano enquanto autônomo da ação e sujeito soberano do conhecimento.

 

Volta à página principal



[1] Cf. LICHTHEIM, George; Lukács (Fontana, 1970), pp. 26ss
[2] Cf. GOLDMANN, Lucien; “Introduction aux premiers écrits de Georges Lukács”, (In Les Temps Modernes, no. 195, August 1962), pp. 143ss
[3] Suas observações importantes sobre a estética de Hegel, e também de Kant, encontram-se na sua obra A Teoria de Schiller sobre a Literatura Moderna, originalmente publicada em 1935. Cf. LICHTHEIM, George; As Idéia de Lukács (São Paulo: Editora Cultrix, 1970), p. 90. 
[4] LUKÀCS, G,; Teoria do Romance. (Lisboa: Editorial Presença, 1965) pp. 27-28
[5] Cf. GAGNEBIN, Jeanne-Marie. “Lukàcs e a crítica da Cultura”, in: Lukàcs: um Galileu do Século XX (São Paulo: Boitempo Editorial, 1996), p. 92
[6] Ibid., p. 92
[7] Cf. BENJAMIM, Walter; O Conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão, pp. 165ss
[8] Cf. Ibid., p. 178
[9] WUHLFARTH, I.; Krise der Erzählung, Krise der Erzählfrschung”. In: R. Kloplfer e G. Janetzke-Dillver (eds.), Erzählung und Erzählfrschung (Stuttgart, Khlharmer, 1981), p. 273.
[10] LYOTARD, J.-F.; O Pós-Moderno. Tradução: Ricardo C. Barbosa; RJ: J. Olympia, 1990.
[11] Cf. RECOEUR, P.; O Conflito das Interpretações: Ensaios de Hermenêutica. RJ: IMAGO, 1978
[12] LUKÀCS, G.; “Narrar ou Descrever?”, pp. 21,22
[13] Ibid., p. 14
[14] WUHLFARTH, I.; op. cit., p. 279
[15] GAGNEBIN, Jeanne-Marie; op. cit., p. 94

[16] Cf. BRÉCHT, B.; “Hie Essays van Georg Lukàcs”. (In: Gs. Werke, Suhrkamp), p. 198. In: GAGNEBIN, J.-M., op. cit., p.95

Volta à página principal

 

Referências Bibliográficas

ADORNO & HORKHEIMER; Dialética do Esclarecimento. RJ: Jorge Zahar, 1986.

____ Eclipse da Razão. RJ: Labor, 1976
ANCHOR, Robert; “Lukács as Interpreter of German Culture”. In History and Theory (1980), No. XIX, pp. 277-293.
BENJAMIM, Walter; O Conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão. São Paulo: Iluminuras, 1993.
____ Sobre o Conceito de História. 1975
BRECHT, B.; “Ensaio sobre Georg Lukács” In: Gs. Werk, Suhrkamp, 1981.
BÜRGER, P.; Crítica de la Estética Idealista. Madrid: Visor, 1996.
GOLDMANN, Lucien; “Introduction aux premiers écrits de Georges Lukács”. In  Les Temps Modernes, no. 195, August 1962.
HEGEL, G.W.F.; Cursos de Estética. São Paulo, EDUSP, 1999.
HELLER, Agnes; Sociologia de la Vida Cotidiana. (Prefácio de G. Lukács). Espanha: Ed. Península, 1971.
LUKÁCS, Georg, BOLOC, Ernest, BRECHT, Bertholt, BENJAMIM, Walter & ADORNO, Theodor; Aesthetics and Politics. London: New Left Books, 1977.
LUKÀCS, Georg; Prologômenos a uma Estética Marxista. 1974
____ Estética I. La Peculiaridad de lo Estético. 4 Vols. Barcelona: Grijalbo, 1982.
____ A Teoria de Schiller sobre a Literatura Moderna. 1935.
____ “The Old Culture and the New Culture”. GRAHL, Bert & PICCONE, Paul (eds.);  Toward a New Marxism. St. Louis, Missouri: Telos Press, 1973.
____ Realismo, Materialismo, Utopia: Uma Polêmica (1935-1940). Lisboa: Moraes, 1978.
____ Introdução a uma Estética Marxista: Sobre a Categoria da Particularidade. RJ:
     Civilização Brasleira, 1968
____ The Destruction of Reason (A Destruição da Razão). London: Merlin, 1980.
____ Go
eth y su Época
. Barcelona-México: Editora Grijalbo, 1968.
____ “On the Phenomenology of the Creative Process”. In The Philosophical Forum (1978),
     Vol. III. Nos. 3-4, pp. 314-325.
____ Teoria do Romance: Ensaio Filosófico-Histórico sobre as Formas das Grandes Literaturas
     Épicas. Lisboa: Editorial Presença, 1965.
____ Soul and Forms (A Alma e as Formas). London: Merlin, 1974
____ Essays on Realism (O Significado do Realismo Crítico Hoje). London: Lawrence & Wishart, 1980.
LYOTARD, J.-F.; O Pós-Moderno. Tradução: Ricardo C. Barbosa; RJ: J. Olympia, 1990.
LICHTHEIM, George; Lukács. Fontana, 1970.
______ As Idéia de Lukács. São Paulo: Editora Cultrix, 1970. 
MÉSZÁROS, I.;  Lukács Concept of Dialect. London: Merlin, 1972
____ “Tempos de Lukács e nossos Tempos”, entrevista de Mészáros à revista Ensaio, no. 13, 1984
RECOEUR, P.; O Conflito das Interpretações: Ensaios de Hermenêutica. RJ: IMAGO, 1978
VATIMO, G.; O Fim da Modernidade – Niilismo e Hermenêutica na Cultura pós-Moderna. Lisboa: Presença, 1987.  
Volta à página principal