O conflito esquecido

O conflito esquecido de Angola

 

Depois dos anos de relativa calmaria, no meio de um acordo de cessar-fogo que durou de 1988 a 1992, mesmo com alguns focos intermitentes de combate no interior do país - Angola novamente tornou a ser consumida pela guerra generalizada desde 1993, e uma mais violenta versão desde 1999 quando o governo de Luanda, alegadamente cansado com as manobras do grupo guerrilheiro de Jonas Savimba, que parecia ganhar tempo para montar outra estratégica tentativa de assalto do poder com as armas, decidir combater a Unita sem trégua até a derrota final. A guerra só terminaria com a captura de Jonas Savimbi ou com sua morte na frente de combate. Na ocasião da retomada do atual round armado contra a Unita, o governo manifestou certa confiança na neutralização do poder e capacidade de combate do grupo de Jonas Savimbi. Alguns observadores vislumbraram nessa confiança alguma forma de garantia tecnológica no campo militar, cedida por potências como os EUA e Israel, com o objetivo de frustrar a auto-confiança do Dr. Jonas que internacionalmente se revelava já um elemento perigoso ao bem de Angola, e mesmo da África. A intransigência da Unita, mesmo com as sansões promulgadas na ONU e aprovadas pelo Congresso americano em 1996, tornara a sua causa marginal depois de muitos anos de apoio aberto até pela própria América.

A decisão da luta sem trégua, aparentemente corajosa e necessária, havia tomado o mundo e a população angolana de surpresa. Depois de tentativas da manutenção dos acordos de paz de Luzaka, fracassados pela via das conversações, e à luz daquilo que acontecia em outros velhos redutos de guerrilha civil na África, como Moçambique, muitos tinham por irreversível o caminho da paz e inimaginável a possibilidade de novas carnificinas sangrentas. Doce ilusão. Um acordo de paz assinado em 1994 pelo governo de Angola e os rebeldes da Unita malogrou. Perplexo o povo viu as tropas da ONU, que haviam sido enviados ao país para monitorar a paz, serem retiradas às pressas para deixar a sorte da população entregue às mãos de uma elite desalmada, incompetente e incapacitada para governar, para fazer política limpa, justa e autêntica. A ONU, com razão, alegou que não podia permanecer no país para ver as coisas através dos clarões de bombas.

Novamente Angola estaria abandonada e esquecida! Abandonada e esquecida ao que sempre foi: terra da pólvora, ensangüentada pelos pedaços de gente da terra que é diariamente sacrificada para tocar a vontade de guerrear dos que não têm coração para sentir e nem cabeça para governar. Até que um novo acordo de paz seja assinado, novas eleições se realizem, novo cessar fogo e novo contingente da ONU chegue ao país, Angola será um país desconhecido da comunidade internacional. A guerra de Angola, não obstante clássica e altamente sofisticada pela tecnologia que emprega a serviço da autodestruição nacional, já não chama mais atenção de ninguém.

Ele sempre foi um país em guerra. Sempre esteve em guerra civil desde 1975 - quando o governo colonial de Portugal decidira abandonar o país às pressas. Antes disso, Angola havia combatido Portugal por 13 anos, desde 4 de Fevereiro de 1961 quando grupamentos organizados decidiram enfrentar a poderosa força portuguesa com focos de ataques dispersos, deflagrados na madrugada desse dia a começar pela capital Luanda. São ao todo mais de três décadas de guerra - a maioria da atual população angolana não conhece se não a realidade da guerra e os seus danos cruéis.

Conheci o drama de nascer e viver num país de guerra aos sete anos de idade. A primeira fase dessa guerra, a da resistência contra os portugueses, havia sido um acontecimento distante e externo para a minha família. Naquela altura meu pai, que além de ser um grande fazendeiro que mantinha privilegiadas relações comerciais com a economia então vigente, sob mando dos colonos portugueses, mantinha uma marcenaria que durante muitos anos da guerra de resistência fabricava armas tradicionais de fogo para abastecer as milícias aldeãs que combatiam as tropas do regime de Salazar. Apesar de mais tarde eu te-lo visto fabricar ditas armas para fins de caça, este fato também era um acontecimento que se dava distante dos campos de combate. Nossa situação relativamente cômoda dentro do regime colonial português, no pobre contexto da vida agrícola angolana, nos manteve sempre longe das marcas agressivas da guerra da resistência. Isto durou até 1975, ano da independência proclamada em 11 de Novembro.

A guerra civil que dura até hoje começou imediatamente após a conturbada proclamação da independência. Graças acordos aceitos e assinados pelos vários movimentos armados que combateram na resistência, provisoriamente se instalara um governo de coalizão nacionalista em Luanda, que tinha como objetivo preparar as condições para a democracia partidária e eleições livres depois da independência, marcada por Portugal para novembro de 1975. No sistema de rodízio no comando do governo assim estabelecido, o Movimento Popular de Libertação de Angola estaria no comando na época da proclamação da independência. Outras facções importantes que integravam a coalizão eram a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), além da pouco expressiva e periférica Frente da Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC). Mas tensões entre esses movimentos começariam a surgir quando, antes da proclamação da independência, ficou clara a impossibilidade de todos os movimentos se unirem, em virtude de suas ideologias e alinhamentos políticos. O mundo estava no auge da guerra fria, na qual as potências bélicas ocidentais, de um lado a ideologia marxista comunista e socialista comandada em Moscow, e do outro a ideologia capitalista comandada pelos americanos, procuravam cooptar para a sua ideologia as pobres nações que tentavam ressuscitar dos séculos de opressão colonial. Em Angola o MPLA havia se aliado ao regime soviético enquanto a UNITA e a FNLA buscaram no ocidente capitalista seus aliados. Jonas Savimbi, líder da UNITA, conseguira mesmo o apoio do governo americano, enquanto a França e Bélgica, além ainda dos Estados Unidos da América, adotariam como filha a Frente Nacional de Libertação de Angola.

Em virtude da problemática ideológica assim constituída, MPLA estava basicamente isolado no comando do governo de coalizão por ocasião da proclamação da independência. Tomara as providências compatíveis com o sistema comunista para garantir a hegemonização do governo do MPLA, contra o princípio da democracia partidária. Para tanto, clandestinamente "importara" combatentes cubanos e soviéticos com o fito de auxiliar o movimento numa eventual revolta, dada como certa, dos outros grupos por excluir. Meses antes da independência, acordos promulgados entre janeiro e março de 1975, o famoso Acordo de Alvor, previam além de um governo de transição nacional eleições democráticas após a independência. Mas, por conta da sua ideologia-mor que vetava o multipartidarismo, o MPLA se prepara para descumprir esses acordos. Para o marxismo comunista, o povo governaria o país através de um partido mediador, o partido do povo, cuja função consiste em orientar as massas trabalhadoras a realizar a revolução do desenvolvimento e do progresso através do trabalho e da socialização (comunismo) do bem. Os soldados do MPLA, sob a liderança do médico António Agostinho Neto, não tinham dúvida de que essa era a saída para o futuro de Angola, herdeira de analfabetismo e de pobreza nacional absoluta. Com sua posição política e militar já completamente fragilizada em Angola, Portugal cedeu e unilateralmente MPLA proclamou a independência em Luanda, enquanto a UNITA o fazia unilateralmente na cidade do Huambo, sul de Angola, na mesma data. Foi assim que a fogueira civil da briga pela ocupação do poder em Luanda se acendeu. Desde 11 de Novembro de 1975 se desencadeou uma cruzada sangrenta no território de Angola, que opunha todas as facções provenientes da histórica resistência contra Portugal - MPLA, UNITA, FNLA, UPA.

Já desde aquela época, a face estúpida da guerra de Angola se deu a conhecer: era uma guerra de todos contra todos. Cada partido desejava chegar ao poder em Luanda de per si, e para isso precisava combater e neutralizar todos os outros. Virou uma conflagração nacional que aos poucos passaria a se confundir com tribalismo e regionalismo. Mas nunca viria a ser de fato uma guerra tribalista, embora os movimentos houvessem se enraizado nas regiões de sua origem e resistência históricas.

Com efeito, ao sul do país predominava a causa da UNITA, que também tinha tentáculos no centro; no centro se posicionava o MPLA, que graças a sua ideologia mais consolidada conseguira grande penetração em todo o território nacional, especialmente nas províncias do norte como Malanje, Kwanza Norte e parte do Uige; Já a região do norte era a domínio doméstico natural da FNLA, tão mais regionalista do que a UNITA ao sul. A FNLA se circunscrevia especialmente na província do Banza-Congo e grande parte do Uige, e suas milícias eram conhecidas inclusive pelo uso da língua Lingala e Kikongo. A primjeira não é sequer uma língua natural de Angola, mas um "empréstimo" do vizinho Zaire, de onde regressara as elites fundadoras do movimento. Clique aqui para ver os mapas geopolítico e linguístico de Angola.

Entretanto, a rapidez com que todos os movimentos se difundiram após a eclosão do conflito armado generalizado fizera com que a juventude ignorante das cidades, vilas e aldeias se alistasse indiscrimidamente aos movimentos, apenas convencidas pela retórica de quem primeiro chegasse a pregar-lhe a causa da liberdade e do progresso de Angola. Os movimentos utilizavam o expediente da propaganda contra os demais movimentos a fim de criarem raízes entre as populações. Não tardou muito, Angola havia se tornado um amontoado de pequenas unidades ideológicas políticas e armadas.

Cada movimento sentia-se então no dever de combater não só a milícia armada das outras facções, mas também criar o pânico entre as populações civis com o fim de provar sua superioridade e a obrigação de todos os angolanos unirem-se à sua causa e não a dos outros, vistos como destinados a perder no campo de combate. Por detrás desse messianismo e da sanha de aterrorizar toda uma região contrária à própria causa, estava muitas vezes o comando de jovens que nasceram e cresceram nas regiões em que passariam a promover guerra contra os facciosos, os que abraçavam a causa do movimento que chegou antes ou depois. Do outro lado da linha de combate podia então estar o próprio pai, o irmão ou os amigos da infância. Em muitas frentes de combate, até hoje, a guerra de Angola é uma guerra entre irmãos de sangue, daí a expressão "fratricida" preferida dos políticos e jornalistas angolanos. A guerra civil angolana é, quanto a fundamentação, diferente de outras guerras civis na África, conhecidas do ocidente, em que geralmente estão envolvidos grupos que representam interesses ou disputas tribais, muitas vezes de longa história.

No dia 23 de Abril de 1976, quando eu contava nove anos de idade, aconteceu aquilo que constituía a mais fascinante face dessa guerra na cabeça das populações que habitavam a região em que meus pais haviam mantido três prósperas e imensas fazendas de café (Angola foi o maior produtor de café mundial em 1975). Toda a província de Carmona (hoje Uige), desde o extremo sul ao extremo norte, havia emergido numa cruzada violenta de guerra pela qual o MPLA procurava limpar, sem trégua, a facção da FNLA. Como essa região fazia divisa com a província de Malanje, predominantemente do MPLA, grande parte da juventude da região havia se alistado ou simpatizado com este movimento. Na minha própria casa a exceção só se deu a conhecer, no calor da guerra que também utilizava o método da conspiração e denuncismo popular como arma de combate dos inimigos, quando descobrimos através de documento oficial que meu pai era membro do movimento da FNLA. O documento era uma carteira que jazia escondida no fundo de uma empilhadeira de café, lotada com esses grãos que faziam a nossa fortuna não transformada em dinheiro. Na ocasião fiquei tomado de pavor mortal quando notei que meu irmão, três anos mais velho, tremia e suava, pois era mais politizado e consciente do que eu.

Por todo o lado falava-se dos colaboradores secretos dos movimentos. Meu irmão sabia que muitos dos colaboradores do MPLA existiam entre as famílias que durante anos haviam trabalhado como empregados em nossas fazendas, além de parentes diretos que haviam se alistados e militavam nas fileiras do MPLA. Meu pai constituía uma minoria "fenelista" nessa região, dominada pela propaganda do MPLA. Algumas semanas depois se espalharia a notícia de que os exércitos da FNLA marchavam em direção aquela região para combater a milícia e os militantes do MPLA. Na época as campanhas da FNLA, e mais tarde da UNITA, eram famosas por sua prática de tiranizar e massacrar as populações simpatizantes do MPLA. Durante meses populações de vilas e aldeias inteiras na região passaram a viver escondidas nos matagais. Dormia-se ao relento dos bosques, uma vez que a pilhagem miliciana era sobretudo praticada nos complexos populacionais (vilas, aldeias e fazendas), onde tudo era literalmente reduzido à cinza pelos guerrilheiros.

Mais aterradora tinha sido a notícia de que tanto o comandante quanto a tropa da infantaria encarregada de limpar a região eram filhos conhecidos da terra, agora matando e espalhando terror entre sua própria conterrania. O pavor do absurdo erguera sua bandeira e ameaçava tremelicar sobre a cabeça de qualquer valentão. Ainda não tínhamos sobrevivido a nenhum combate, mas o metralhar das armas e o rebentar das bombas haviam se tornado já sons muito comuns ao nosso quotidiano.

No calor desse pavor correu a notícia de que não demoraria dias e nossa região seria submetida. Poucos dias depois, a nossa fazenda estava apinhava de refugiados que vinham de todas as direções desde o lado sul da província. Em cada contorno das vielas que cortavam os matagais da região viam-se multidões marchando sem destino para escapar da fúria sangrenta dos arautos da "liberdade e terra" em Angola. No dia 23 de março minha família uni-se às multidões desgarradas pelos matagais, trouxas sob as cabeças, e marchamos em direção ao norte da província visando alcançar as regiões ainda livres da guerra civil generalizada. Meu nono ano de vida é dividido com essa experiência de ter vivido em pleno matagal, sem teto, beira ou eira. Lembro cada uma das noites dormidas ao relento, debaixo de moitas, ou mergulhados em piscinas ribeirinas, mantendo apenas a cabeça emersa para sustentar a respiração. Éramos centenas de crianças assustadas!

Meu pai, aquele homem herói que o destino reservara posição privilegiada entre os seus semelhantes naturais, quase sempre líder do povo, revelava-se agora um pai que só se interessava pela segurança da sobrevivência dos seus. De março à Agosto de 1976, foram cinco intermináveis meses de "revoada" pelos prados e campos do norte de Angola. Estes campos, altamente férteis e produtivos, proviam os refugiados com tudo o que era necessário à sobrevivência. Desde frutas das lavoras e até silvestres a pequenos animais serviam de nosso alimento. As circunstâncias proibiam o uso de fogo nos abrigos e refúgios, por duas razões: revelaria a presença de pessoas e espalharia pânico, uma vez que a presença das milícias se dava a conhecer também pela fumaceira das aldeias que vinham incendiando pelo caminho.

No fim dessa peregrinação, espalhou-se a notícia de que o MPLA havia limpado a região das outras milícias e pedia o retorno das populações às suas regiões de residência. Encetamos então a viagem de retorno que durou mais de 20 dias marchando a pé. Chegados à nossa fazenda reduto, constatamos que nenhuma batalha havia sido travado na região circunvizinha. Durante muitos meses foi possível também constatar que estávamos exprimidos entre duas grandes frentes de combate. Aviões de combate sobrevoavam os céus de nossas terras, despejavam suas bombas, cujo barulho muitas vezes ensurdecia nossa região, e depois faziam a mesma rota retornando para as bases de onde vinham - Luanda ou Negage (Uige). Era o exército do MPLA, ou mais propriamente da Cuba, dominando a guerra e impondo derrota total a facção da FNLA na região.

Deste tempo em diante, MPLA se tornara o movimento de todos na região. A juventude cada vez mais se alinhava a ideologia socialista. Enquanto permanecíamos refugiados no campo, vivendo nas fazendas distantes das cidades, vilas e aldeias, o governo do MPLA foi estabelecendo junto do povo sua administração trazendo escolas e hospitais no campo. Eu e meus irmãos caminhávamos dezenas de quilômetros todos os dias para atender as aulas, com material escolar que portava a logomarca de organizações internacionais como a UNICEF. Antes, a nossa educação escolar se dera em luxuosos estabelecimentos e sob a batuta de professores treinados a seguir as normas pedagógicas e científicas determinadas pelo sistema do regime português. Agora, os novos professores recebiam também o título de "combatentes", pois se sujeitavam a viver miseravelmente junto das populações campesinas, fazendo de choupanas e tendas sua habitação, com o fito de combater a herança do analfabetismo.

Além das ciências, da matemática e da língua portuguesa, a educação na "frente de combate socialista" constava de educação política e treinamento em técnicas de guerra. Cada dia de aulas era aberto com uma parada à bandeira, uma verdadeira cerimônia militar em que se marchava em fileiras disciplinadas, pronunciavam-se palavras de ordem, juramentos à pátria e cantavam-se canções revolucionárias, além do hino nacional que vinha gravado em cada contracapa dos cadernos e livros distribuídos gratuitamente. Depois das aulas, a educação física consistia de treinamento em técnicas militares que deslocavam os estudantes para os matos. Usavam-se pedaços de pau no lugar de armas. A organização política do triunfante MPLA distribuía os estudantes em dois organismos de acordo com a idade: a juventude do Movimento (JMPLA) e os juvenis de 9 à 15 anos de idade - reunidos sob a sigla de Organização dos Pioneiros de Angola (OPA), mais tarde "pioneiros de Agostinho Neto".

Quando foi possível deixar o campo e retornar nas aldeias (Na época colonial, muitas aldeias em Angola eram verdadeiras vilas, com uma população que ultrapassava a casa de sete mil habitantes. Além das casas majoritamente feitas de cimento e cobertas de zinco, as administrações comunais construíam "modernos" hospitais, igrejas luxuosas, escolas grandes e luxuosas, xafarizes de água canalizada e armazéns em que se podiam comprar os bens de consumo. Até a composição social dessas aldeias lembra hoje nossas modernas cidades: ricos de um lado e pobres do outro. Enquanto os primeiros podiam possuir luz de geradores, os últimos viviam em casas feitas de sapé e cobertas de capim ou folhas de palmeiras.), vilas e cidades, a situação política-social havia mudado completamente. Os velhos tempos da administração e das normas acadêmicas e legislativas portuguesas de repente haviam ficado para trás. Nas aldeias, por exemplo, unidades sociais mais simples, tanto a administração local quanto os costumes (por exemplo: a prática da religião cristã passou a ser desencorajada, as pessoas (adultos e crianças) tinham de parar em sentido quando fileiras de jovens estudantes passavam em marcha-treinamento militar, à toda a população se obrigava o dever de atender a parada para a bandeira às 8 oitos de todos os dias, o julgamento das disputas de justiça por assembléias populares, mas com a presença de mandatários políticos, etc.) haviam sofrido grande mudança. Entretanto, a guerra que tinha conduzido o país àquela nova situação histórica havia apenas começado.

Parte II

Voltar à página principal

Envie aqui seu comentário


Nome:
Seu Email:
Comentário: