Africa, sinais de vitalidade

ÁFRICA MOSTRA SINAIS DE VITALIDADE
Novas Universidades, revistas e vocações entre os últimos avanços

Em julho do ano passado circulou o pequeno desta matéria, que mostra como algumas nações da África dão sinais concretos de que levam a sério projetos de reconstrução e habilitação em várias frentes, visando o desenvolvimento e a superação da triste página da aparentemente insuperável história de subdesenvolvimento do continente (apesar de conflitos civis e outras mazelas). O aumento da consciência cultural, a ampla adoção de políticas democráticas por parte de várias nações, a crescente emergência de novas forças políticas, menos sujeitas a tradição revolucionária e aos vícios despóticos que caracterizam ainda até hoje o cenário de governação no continente, bem como a inclinação a investir pesado na educação, na competência gerencial das riquezas naturais e da coisa pública, além das determinadas tentativas de enveredar no caminho dos investimentos para as tecnologias de produção, constituem indicativos reais animadores, que sugerem essa determinação de virar a triste página da história moderna do continente africano. Leia este artigo e comente o fenômeno da crescente proliferação de universidades em países como Angola, Namíbia e Congo. É possível considerar como estimável esse crescimento de universidades face a quase total falta de profissionais de alta ciência e de infraestruturas básicas (bibliotecas, laboratórios, institutos de investigação, políticas de investimentos pró-ciência, etc.) de fomento científico e acadêmico? Terão os governos projetos concretos, como o dedicar a edução superior boas condições de trabalho, salários dignos, assistência social, entre outros, que expliciamente tenham como objetivo estimular o retorno de quadros nacionais de alta formação espalhados no mundo? Mande seu comentário ou artigo para publicar neste site

KINSHASA, 14 nov (ZENIT) - Em breve será inaugurada a nova Universidade católica na República Democrática do Congo (ex-Zaire). A anúncio foi feito por Dom Charles Kambale Mbogha, bispo de Isiro-Niangara, a diocese em que terá sede o novo centro acadêmico. Trata-se da Universidade de Uelé, que abrirá suas portas no próximo mês de setembro. No primeiro ano acadêmico, haverá só alguns cursos de introdução, à espera que em breve esteja pronta a estrutura da Universidade. A fundação deste centro de estudos superiores deve-se à iniciatiava de um grupo de leigos e religiosos dominicanos congoleses, muito ativos na região nordeste do país, que já tinham aberto seis escolas de 1º graus e nove escolas de 2º grau.

Ao mesmo tempo, acaba de ser publicado na capital, Kinshasa, o primeiro número de uma nova revista, dedicada à África, por parte dos missionários combonianos. Com o título «Afriqueespoir», a publicação dirigida pelo padre Neno Contram, ex-diretor de «Nigrizia» e de «New People Media Center» de Nairobi (Quênia), propõe-se preencher o vazio que deixou a interrupção da revista católica «Afrique chrétienne», fechada 25 anos atrás pela ditadura de Mubutu. Stephane Kututu, presidente da Imprensa Congolesa, batizou o primeiro número da revista. Com um gesto tipicamente africano, como sinal de sucesso, derramou sobre os primeiros exemplares, recém impressos, uma garrafa de cerveja.

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