Universidade de Angola e o desenvolvimento do país

A Universidade Angolona e seu papel histórico no desenolvimento do País

De 1975, altura da emancipação política angolana, até hoje a Universidade Agostinho Neto (UAN) formou apenas cerca de seis mil técnicos superiores de várias especialidades, de acordo com dados divulgados pelo seu atual reitor, o engenheiro João Teta. Desse total cerca de 3,500 quadros formaram-se na UAN.

Atualmente estão inscritos nessa Universidade 7,916 estudantes, 824 dos quais em processo de elaboração de dissertações de fim de curso.

Nun encontro que abordou as perspetivas do desenvolvimento do país à luz da nova situação pacificada de Angola, o referido reitor interpelou a situação universitária em Angola ressaltando seu papel, bem como a convicção de que, com a nova era de paz, o ensino superior nacional tem agora de virar-se para o desenvolvimento do homem e da nação angolanas, emergindo de uma situação de anonimato e insignificância para uma que comece a honrar a personalidade e o labor científica-acadêmico do estudante, bem como a capitalizar a experiência acumulada no processo de ensino para intervir nos esforços do desenvolvimento da nação.

João Teta destacou igualmente como metas na nova era a necessidade de repensar o papel do formador no contexto dos actuais desafios, a flexibilição e diversificação de cursos e currículos, valorizando-se a liberdade de escolha do perfil das cadeiras para a formação do estudante, bem como a adoção de um ensino que sensibilize os cidadãos sobre os problemas atuais do país.

A UAN possui hoje 13 unidades orgânicas ativas, das quais seis são faculdades e sete institutos superiores, que ministram um total de 36 cursos. Cinco dos seus institutos funcionam, como extensão, nas províncias de Cabinda, Huíla, Uíge, Huambo e Benguela. Na província do Huambo, para além do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), foi recentemente reinstalada a faculdade de Ciências Agrárias (este ano).

O problema com a Universidade angolana é a falta de condições para fomento da pesquisa científica. Praticamente não se desenvolveram, em Angola, nenhuma atividade de investigação científica universitária desde 1962 quando foram criados, pelas autoridades portuguesas da época, os "Estudos Gerais Universitários de Angola" que incluiam os cursos de engenharia, agronomia e silvicultura, medicina vetirinária e ciências.

Um pequeno fôlego teve lugar entre 1963 e 1973 quando o país conheceu alguns resultados técnico-científicos graças ao investimento feito ao ensino superior universitário e tecnológico e na investigação cientifica na época. Nas vésperas da independência a população universitária angolana chegou a atingir o número de dois mil 354 discentes e 274 docentes.

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