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O Sonho Acabou!
A surpreendente Seleção do Senegal conseguiu ser mais surpreendente ainda naquele que foi seu jogo decisivo, inclusive para todos os africanos na Copa de 2002, disputado na noite de sábado . Na história das copas nenhuma seleção africana havia ultrapassado a linha das meias de final, e os senegaleses tinham tudo para faze-lo. Mas deixaram a turquia ganhar! O gol turco que tirou Senegal da disputa do título de primeiro campeão mundial africano de uma Copa do Mundo, que era dada como possível, foi marcado por Ilhan Mansiz (foto) aos quatro minutos da prorrogação, que apenas entrara em campo, num perfeito cruzamento de Umit Davala.
A eliminação do Senegal adiou a esperança de Senegal e mais uma vez da África de ter um time africano chegando pela primeira vez às semi-finais de uma Copa Mundial.
Apesar de não perder a tradicional plástica nos dribles e toques de bola, caraterísticas dos times africanos, a surpreendente seleção senegalesa surpreendeu ainda mais o mundo ao não conseguir exibir o futebol ofensivo e perfeito que os trouxe as meias de final, ao ponto de ser considerada pela imprensa internacional um sério candidato ao título ao lado do Brasil. Mas a Turquia, ao invés, jogou com mais objetividade ao longo dos 90 minutos até chegar ao gol de ouro aos quatro minutos da prorrogação.
No primeiro tempo da partida Senegal teve maiores chances de gol, embora o domínio de campo pertencesse realmente à Turquia, que praticamente confinou os senegaleses na defesa do seu gol. O centroavante Henri Camara quase marcou pelo Senegal no tempo regulamentar quando cara-a-cara com o goleirão turco Rustu Rocber, seu chuto fraquíssimo foi defendido sem problema. O gol da vitória turca foi marcado por Ilhan Mansiz, que apenas entrara em campo, num perfeito cruzamento de Umit Davala.
Os craques Diao e Diouf nem parece que estiveram em campo. O que se viu foi uma total falta de determinação dos filhos da pobre África para ganhar uma partida decisiva de uma competição que o resto do mundo disputa como uma questão de soberania política e econômica. A impressão que fica é que os africanos já têm a força do futebol igual o das tradicionais pátrias das chuteiras, mas falta-lhes a inspiração política-ideológica-econômica que move a determinação das demais seleções nessa competição. Isto se percebe facilmente observando os incentivos econômicos e sociais exorbitados com que reis, presidentes, ferações e casas constitucionais aliciam a cabeça dos defensores de seus países nas competições. As poucas exceções podem ter no Brasil, próximo adversário da Turquia, uma referência. O Brasil é uma das poucas seleções que jogam sem o peso da pressão político-ideológica-econômica nas costas. Para eles, nenhuma pressão é realmente maior que o peso da tradicional amarelinha e a honra da nacionalidade construida nas chuteiras de Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico e Ronaldinho o Fenômeno. Este, por exemplo, malgrado as aparências, não é o caso da sua vizinha Argentina.As Copas modernais são, sem dúvida, uma questão política e econômica. A Fifa e a Nike ainda mandam, mas apenas na proporção dos interesses políticos de maior articulação político-econômica durante a organização do evento. Para os africanos, resta então a certeza acovardada cuspida pelo atacante Haji Diouf depois da partida: "Foi duro, duro, duro, mas sabiamos que um dia seriamos eliminados - nas quartas de final, nas meias ou semi-finais. Estamos saindo com as cabeças erguidas". Já sabiam, e isto faz sentido. Na atual conjuntura psicológica da África, os africanos não podem ir a tanto. Apenas em competições futebolísticas mundiais de diminuta pompa política, como as Olimpíadas, africanos podem chegar no topo. Mas raramente se verá craques africanos derramando nuvens de lágrima depois de uma derrota como a que o Senegal sofreu. Os outros, Argentinos e Portugueses que o digam, choram convulsivamente batalhas perdidas nas primeiras rodadas da qualificação ao título.
O Brasil será penta, se Ronaldo, Felipão e Joseph Blater deixarem.
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Senegal é a esperança de título dos africanos na Copa 2002
O continente africano e suas comunidades espalhadas no mundo torcem agora pelo Senegal, último remanescente na disputa desta Copa de 2002. Senegal, time do craque Diao (foto) e estreiante da competição, pode ser a primeira seleção africana a conquistar o título do torneio, o que certamente traria alegria ao continente e encorajamento ao seu esporte. No dia 22 de junho, as 20.30 hora do Japão, disputará a classificação para as quartas de final contra a também surpreendente seleção da Turquia. Vai dar Senegal, e será o primeiro time africano a chegar nas semi-finais!
Os Bafana Bafana da África do Sul eliminaram a Eslovênia em jogo decisivo
DAEGU, Coreia do Sul -- O time da África do Sul avançou bem em direção as oitavas de final desta Copa Mundial depois de eliminar a forte equipe da Eslovênia neste Sábado. Com uma vitória de 1-0, outro magro resultado no próximo jogo contra a Espanha, praticamente classifcada, deixará o time africano em boa posição no grupo B. O treinador Jomo Sono disse estar confiante que o time agora irá bem nos próximos jogos depois de tranquilizar-se com os 3 pontos ganhos. "Eles sabiam que precisavam ganhar e foi o que fizeram. Penso que não haverá mais pressão no jogo contra a Espanha. Precisamos dos 3 pontos de qualquer modo hoje", frisou. O gol da vitória foi marcado por Siyabonga Nomvethe (foto, abraçado por Ntuthuko Sibiya) aos 40 minutos. A Eslovênia, em crise desde a expulsão do craque Zlatko Zahovic depois de briga feia com o treinador Srecko Katanec, não conseguiu sequer ameaçar a resistência da África do Sul.
Super Águias da Nigéria não conseguem evitar o retorno prematuro para casa.
KOBE-Japão, 7/06. Eles jogaram tudo o que sabem, mas não foi o suficiente. Num jogo eletrizante e cheio de emoções, a Nigéria mais uma vez viu seu sonho de chegar a final de uma Copa do mundo escorrer ralo abaixo. O garoto Julius Aghahowa (foto) fez tudo o que sabe de futebol, e aos 27 minutos pôs a Nigéria a frente depois de driblar o capitão da Suécia Johan Mjallby e Andreas Jakobsson, num lindo cruzamento recebido de Joseph Yabo. Mas foi só isso. Nem as sete lindas cambaliotas desse garoto de apenas 19 anos de idade depois do gol, que levou a multidão de 36,197 espectadores no estádio serviram de consolo ao final do jogo. Tudo porque a defesa da Nigéria é uma lástima, um equívoco tático para dar conta da pedreira que era o grupo F.
Eles terão de voltar mesmo em casa cedo, mais cedo que da Copa passada quando chegaram as oitavas de final. Deixaram a Suécia empatar e virar o jogo as 35 minutos, com Larsson, e depois numa penalidade máxima duvidosa aos 62 minutos, ainda com Larsson. O goleiro Ifeanyi Udeze esparrou a bola, mas o toque não foi suficiente para paraliza-la. Jay Jay Okacha ainda mandou uma bola na trave, num jogo que de aberto se tornara cheio de lances eletrizantes. Nos minutos finais Nigéria pressionou, chutou todas, mas o gol não saiu. O veterano Taribo West chutou uma bomba defendida pelo goleiro sueco e Yabo novamente mandou uma bola para a trave. Era pouca sorte mesmo, porque time Nigéria tem e todos sabem disso. Enfim, vencerão a Inglaterra no próximo jogo para sair do Japão com o moral que bem merecem.
Por um magro resultado de 1-0, os Leões Indomáveis de Camarões mandam a A. Saudita de volta para casa
Saytama-Japão), 6/06. A Arábia Saudita foi o primeiro time a ser apresentado ao caminho de volta para casa. Este feito coube ao time de Camarões de Samuel Eto'o (foto), o responsável pelo único gol que derrubou a brava Arábia aos 65 minutos da partida. Brava porque mesmo depois de humilhada pela Alemanha naquele derrota de 8 a 0, no jogo de abertura, ainda pareceu ter bastante fôlego para resistir na Copa no jogo contra o time campeão da África. Agora os Leões Indomáveis terão a Alemanha pela frente pelo Grupo E no próximo jogo, uma pedreira não tão dura como parece.
Senegal empata com Dinamarca em 1-1
Depois de ganhar dos atuais campeões mundiais no jogo de abertura da Copa do mundo, Senegal conseguiu novamente marcar um único gol contra a Dinamarca, que também marcou um gol, resultado que ainda deixou esta seleção africana em posição confortável no grupo. O gol do Senegal foi marcado por Diao (foto) aos 52 minutos do jogo, depois que a Dinamarca já ganhava em 1 a 0 com gol marcado por Jon Dahl Tomasson em marcação de penalidade máxima aos 15 minutos do jogo. No segundo tempo da partida Senegal demonstrou mais vontade e executou grandes jogadas de ataque e contra-ataque. O próximo adversário é o Uruguai, tradicional seleção mundial que andava há muito ausente das Copas do Mundo.